Foi pelo gole de vinho ou pela solidão
Que meu peito esquentou e chorou na ocasião
Em que estava de pé, na ponta do abismo
Pensando no passado e no tempo perdido
Esquecendo-me de quem sou
Com a culpa remoendo a cicatriz que causou
Sem me deixar descansar, ou me livrar do sofrimento
Pois algo aqui dentro atiça meu tormento
Como a lança do diabo fincando meu pensamento
Agourando meu coração
Embriagando minha razão
Uma alma sem vida
Com a visão turva e deprimida
Uma alma sem vida
Com a visão turva e deprimida
Sem emoção e profundidade
Já sem chão na realidade...
... no gole de vinho, perdi minha sanidade
com vinte anos de idade.
Daniel da Silva Vieira.
Data 22/02/2011
Data 22/02/2011