Se no tormento das emoções em que estou aprisionado
E da tempestade que perturba e causa angústia eu não escapo
Um desejo profundo de mergulhar em meu passado
Afigura-se aqui diante como um espelho ambulante
Uma imagem fria e sem vida, odiosa e irritante
Mata-la-ei sem piedade
Se és imagem minha, sou maldade
Se sou eu ali, digno de piedade
Verdadeiro culpado, desmereço a felicidade
Para mim a morte ou o estupor
Para mim a vingança de um vingador
O final de um homicida
Uma simples escultura, rachada e sem vida
Partida pelo tempo, desgastante tormento
No sofrimento de quem sofre por nada
No sentimento da palavra cantada
Num desabafo confuso e tonto
Minha ultima gota de sangue pinga na folha...
escorre e derrama... e marca o ponto.
Daniel da Silva Vieira.
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