quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Patranha

Minha amada de novo narra seu dia burlesco
Numa velocidade que congela seu aspecto pitoresco
Parafraseando em pantomima, num dito romanesco
Onde até o som dos carros torna o ato jogralesco

Patranha! - eu penso, mas claro, nada digo
Reivindicações que hoje vivem em minha mente, meu jazigo
Ela á hábil em admoestar os meus protestos, meu amigo.
E meu brado já não passa pela porta (um postigo)

Como a um cão eu ouço ela fleumaticamente me adestrar
Me falando de seu dia para intencionalmente me amofinar
Mas antes que pense que sou egoísta ao desabafar
Pense que não é você, aqui, a escutar!

 


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