Meus olhos se fecham e minha mente se abre...uma sensação de leveza me domina.
Sinto-me flutuando como uma pena sobre a brisa...numa altura extrema onde a mente desliza.
Neste instante desaparece a gravidade, e eu caio do abismo...para um oceano de verdades.
Criaturas me robeiam, e vejo seus olhares famintos de clemência...na mais sincera demência.
Algumas me falam com eloquencia, porém vagando entre a ilusão e a arrogância....sem esperança.
Sem chance de mudança com gotas de lágrima...pois a chance que foi dada, foi por eles desperdiçada
Facistas, egoístas, suicidas...criaturas rebeldes que embreagam a vida.
Pergunto: porque em nome de Deus fazeis isso a vós...E olhares incriminadores respondem: És um de nós!
Claro...agora percebo pois vivencio o Umbral...a terra prometida após a partida sepulcral
Para todos os infelizes que deserdiçaram seu tempo...Para mim que jogava fora, palavras ao vento.
"Que veneno", penso, que é a incompreenção...uma preguiça mental em evoluir a razão.
Uma chaga triste do homem que vive em vão...
Que mata não só o corpo, mata a alma e o coração.
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