quinta-feira, 9 de junho de 2011

O fracassado

"Ando de ré
E não sigo a maré
Mas sinto a corrente
Que impulsina a gente
Nos coloca de pé
Para seguirmos em frente
Como um sobrevivente
Prefiro viver
Lutar e perder
Mas lutar para valer
Com os punhos cerrados
E os olhos fechados
Silenciosa oração
Do ser condenado
Pelo coração
Sou o amotinado
Nesta geração
Blasfemo cansado
Na ecuridão
De meu próprio quarto
Memórias que guardo
Lembranças que gravo
O puro escravo
Da própria dor
Do próprio amor
Das próprias idéias que causam horror
 Da culpa que insulta
Da vida labuta
Um verdadeiro filho da..."


Daniel da Silva Vieira.

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