quinta-feira, 19 de abril de 2012

Amanhecer de um vampiro

No nascituro e fausto oscitar da manhã
Que afasta o obducto sengo noturno
Do augúrio ingênito corolário maduro
Repousando seu hausto de haurir num divã

Sangrando-se a sós vislumbrando o carmesim
Como um abantesma numa veneta funesta
Como um anacoreta que deflora e infesta
Onde a aurora frugal pisca-lhe num estopim

Devolvendo-o a inópia e a escuridão
Ávido do licor espesso e purpúreo
Dormitando sequioso com um avesso murmúrio
Mórbido e sedento, em fúnebre caixão.   

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