sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A centelha

Um dia resolvi descobrir as causas da minha felicidade. Olhei para minha família e vi ternura e dignidade. Foi aí que percebi as raízes da felicidade, das quais crescem como fibras no solo da humanidade.

Olhei também para os meus amigos, os ignorantes e os sabidos, e vi que a amizade é a escritora de um belo livro. Onde os caminhos cruzados criam a história dos conflitos, para a felicidade se calçar e fortalecer no infinito.

Refleti no trabalho e em nossas obrigações, naquela energia gasta que enobrece os corações. Nesta esfera percebi que nossos esforços são portões, que preservam a felicidade num baú de emoções.

Pensei bastante sobre a alegria, sobre as pessoas que vemos sorrir
em amplo momento de euforia. São como as flores da primavera
em sintonia que a beleza ilumina, essas pessoas que sorriem nos irradiando a vida.

Então chorei felicidade, molhando a folha que escrevia. Preenchi minhas tristes lembranças de compreensão e sabedoria. Pois senti que toda a minha vida foi resumida neste momento para descobrir a centelha divina da reflexão de um sentimento.

Daniel da Silva Vieira.

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