segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A Consciência.

Por um instante esqueci quem sou
pois a cólera se apoderou
do meu coração
E o ser primitivo em mim voltou,
das jaulas do tempo escapou
e sua reação
Em nada demonstrou evolução
ou compaixão
Apenas demência,
loucura que assusta - embriagando o caminho das provações justas
Com garras e dentes, pronto para atacar
Bestial ser humano com fúria no olhar

Tento me controlar,
possuído pelo medo
daquela criatura que me tira o sossego...
mas já estou cego.
Cego de raiva, cego de ódio.
Quando chegará o fim desse episódio?
Quando irei acalmar este leão faminto
que domina meus sonhos
Pensamentos medonhos,
de morte, de dor...
A fera que do sangue sente o sabor

Mas não,
não irei derrotá-lo
Irei abraçá-lo
com amor, e guiá-lo
No caminho da luz,
pelo sinal da cruz - ajoelhar-me com ele em frente a Jesus
Senti-lo feroz,
mas aquietá-lo com a voz...
Aquela que espalha bondade entre nós
e fala que nunca estamos a sós
Que modifica a tristeza em esplendor e beleza...

Me refiro a voz da própria
Consciência.


Daniel da Silva Vieira.







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