segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Sindrome do pânico

Ordem e progresso é o que diz a bandeira
Sem relevar o estado das coisas
Ou perguntar a opinião do povo
Escrevem besteiras de novo e de novo

Ridicularizando a nação brasileira
Relatando fatos opostos aos atos
Mantendo em segredo o conhecimento
Dominando o poder do que é verdadeiro!

Porque a verdade gera idéias...
O pensar na mudança, pôr na balança
E refletir até onde a mente alcança

Questionar o Estado - "Ser civilizado"

Alerta burocrático: O povo esta pensando


E vem...

Nova notícia para dopar o gigante
Nova novela hipnotizante
Uma epidemia contagiante
E...
Nova vacina, nova eleição
Fazer acreditar na nossa decisão


E pronto, acalmou...

Ordem e progresso da conspiração
Resulta em manias de perseguição
Que atiça a fera dentro da multidão
Explodindo no caos e na rebelião.

"...e foi neste trecho que o sangue espirrou
na tela, na folha, na pena na mão
Foi então que o anarquista recebeu a visão
A última revelada em sua geração
Quando...
Diante do sangue escorrido no chão
estava sua consciência, com uma arma na mão".


Daniel da Silva Vieira.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Deus é um verbo

Para Fazer basta querer
E o verbo presente se Faz consciente
Pois históricamente ele cobiça o Poder
Para externar o que o coração Sente.

E então, visualmente, revelar a inteligência.
Ou talvez eloquente, na expressão da palavra...

Quando O Fazer Faz e O Poder Sente
O que Pode Fazer 
O Ser realmente?


Daniel da Silva Vieira.


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

As duas asas da paz

Entregar-se de corpo e alma ao comodismo intelectual
E desperdiçar a chance de consolidar a razão sentimental
É o mesmo que jogar a vida fora
Como um ser que vê e sente, mais a fé ignora.

Pensar no próximo passo após descobrir que pensa
Sanar o ateísmo, e dar espaço a crença
É ajustar o equilíbrio da natureza humana
E ver além dos olhos que a matéria engana


Daniel da Silva Vieira.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Carta para a família.

“Mãe, obrigado pelo seu ventre que formou meu corpo e me deu sustento. Pela união da vida, o cordão umbilical de nosso tempo. Pelo sopro de luz que me deste até este momento, e pelos mais simples e mais profundos ensinamentos.”

“Meu pai, que me ensinaste a respeitar, a ouvir e a pacificar. Que guiaste meu caminho, com um sino a tilintar. E mostraste-me como se deve agir e à quem devo amar. Agradeço-te pelas provas que formulaste, e ao pesar, para das correntes da ignorância eu me libertar.”

“Meu irmão, tão sábio e pequenino. Como um anjo experiente num corpo de menino. Iluminou meu olhar, meu coração, meu destino. Dou-te meu amor, pois me deste o divino.”

“E meu coração dispara ao pensar na vastidão de criaturas que nos circundam nessa estrada de evolução. Tão extensa é minha família - seres do espaço, seres do chão, que uns vivem na luz outros na ilusão. A todos estes seres, espiritualizados ou não, revelo-lhes esta carta em pró de nossa união.”

Daniel da silva Vieira.



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A Consciência.

Por um instante esqueci quem sou
pois a cólera se apoderou
do meu coração
E o ser primitivo em mim voltou,
das jaulas do tempo escapou
e sua reação
Em nada demonstrou evolução
ou compaixão
Apenas demência,
loucura que assusta - embriagando o caminho das provações justas
Com garras e dentes, pronto para atacar
Bestial ser humano com fúria no olhar

Tento me controlar,
possuído pelo medo
daquela criatura que me tira o sossego...
mas já estou cego.
Cego de raiva, cego de ódio.
Quando chegará o fim desse episódio?
Quando irei acalmar este leão faminto
que domina meus sonhos
Pensamentos medonhos,
de morte, de dor...
A fera que do sangue sente o sabor

Mas não,
não irei derrotá-lo
Irei abraçá-lo
com amor, e guiá-lo
No caminho da luz,
pelo sinal da cruz - ajoelhar-me com ele em frente a Jesus
Senti-lo feroz,
mas aquietá-lo com a voz...
Aquela que espalha bondade entre nós
e fala que nunca estamos a sós
Que modifica a tristeza em esplendor e beleza...

Me refiro a voz da própria
Consciência.


Daniel da Silva Vieira.







sábado, 6 de agosto de 2011

O resgate da alma II

Mas eis que vejo no horizonte um cavalo branco...flutuante
Seria Deus, seria um anjo? Meu Deus, o que será!
Por onde passa reflete luz, faço num gesto o sinal da cruz
Eu nunca imaginaria, nem em meus devaneios, um ser magestral flutuar sem receio
Sobre o Umbral...com criaturas horrendas
Numa paz que desconheço a expressão pra explicar - foi como viver uma lenda
Apenas olhar o cavalo brilhante me fez chorar e amar o instante
Amar o presente, amar o momento...amar o tempo e o vento
Com ele subiram muitos de nós...eu fiquei, mas afirmo todos a vós
Que um século passou e o cavalo não voltou à nós.
Não voltou à mim, enfim, aqui a sós

***

Continua...






O Aleph

Obrigado pela paz, pela saúde, pela dor
Pelo amor, pelas virtudes, pelo olhar
Por sentir, por beijar, por sorrir
Por sofrer, por voar, por morrer
por ser, por estar, por existir....

Agradeço, com dor no peito por não acreditar
que conheço, que mereço, que vivo, que vejo
que beijo, que faço, que mato, que sou
que tento, que choro, implorando perdão
implorando amor - um implorador
Um sonhador...

Obrigado senhor, obrigado senhora
Por estar presente, aqui e agora.
Obrigado fulano
Por ser insano
Neste insano mundo insano
e ao insano padre que prega
e ao insano ateu que nega
e ao insano dom da arte

E por não me amar de verdade
por me tratar com piedade
por não me ter em seus sonhos
por me matar em seus sonhos
e por seus sonhos...estranhos

Voce, aí comigo, agora
Minhas palavras circulando sua mente
Não são mais palavras somente
Como a semente que cresce e aflora
Minha vida está em você
E saiba que meu tempo aqui
Foi escrevendo só para ti
Neste momento que você me lê

No olhar que revela a intensa magia de viver um instante
Agradecendo a tudo que exista e existiu...e que virá adiante
Ao que será e ao que foi
Ao que foi e ao que será
Ao que será e ao que foi
Ao que foi e ao que será
Ao que será e ao que foi
Ao que foi e ao que será
Ao que será e ao que foi
Ao que foi e ao que será
Ao que será e ao que foi
Ao que foi e ao que será
Ao que será e ao que foi
Ao que foi e ao que será
Ao que será e ao que foi
Ao que foi e ao que será
Ao que será e ao que foi
Ao que foi e ao que será
Ao que será e ao que foi
Ao que foi e ao que será
Ao que será e ao que foi
E ao que está.





Daniel da Silva Vieira.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A centelha

Um dia resolvi descobrir as causas da minha felicidade. Olhei para minha família e vi ternura e dignidade. Foi aí que percebi as raízes da felicidade, das quais crescem como fibras no solo da humanidade.

Olhei também para os meus amigos, os ignorantes e os sabidos, e vi que a amizade é a escritora de um belo livro. Onde os caminhos cruzados criam a história dos conflitos, para a felicidade se calçar e fortalecer no infinito.

Refleti no trabalho e em nossas obrigações, naquela energia gasta que enobrece os corações. Nesta esfera percebi que nossos esforços são portões, que preservam a felicidade num baú de emoções.

Pensei bastante sobre a alegria, sobre as pessoas que vemos sorrir
em amplo momento de euforia. São como as flores da primavera
em sintonia que a beleza ilumina, essas pessoas que sorriem nos irradiando a vida.

Então chorei felicidade, molhando a folha que escrevia. Preenchi minhas tristes lembranças de compreensão e sabedoria. Pois senti que toda a minha vida foi resumida neste momento para descobrir a centelha divina da reflexão de um sentimento.

Daniel da Silva Vieira.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A guria

Você, melodia vibrante, me inebria num tom cativante
em sintonia com meu espírito errante, irradiando-me paz neste instante.
Sobre o sol
Sobre a lua
Sou de casa
Sou de rua
Onde está eu estou.
Pra onde vais eu também vou.
Quem tu és eu também sou.
E com o amor que me tocou
A guria
Que sorria e transbordava alegria. Que fugia da tristeza com beleza e harmonia
Evaporou
E a dor deixou, pois o amor se apagou.
Mas sobre o guia estrelar te procurei de norte a sul, no desejo de amar e desnublar o céu azul
Então fingia que nem sentia a fincada de sua espada do olhar seco e já vazio, do frio
estagnado no meu peito incendiado.
Quem tu és criatura fria, sensual excitante. Neste eterno instante, provavelmente tu seria
o que todo ser amante abandonado cantaria...
"A guria
O corpo nu
És tu
Melancolia."



Daniel da Silva Vieira.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O resgate da alma

Meus olhos se fecham e minha mente se abre...uma sensação de leveza me domina.
Sinto-me flutuando como uma pena sobre a brisa...numa altura extrema onde a mente desliza. 
Neste instante desaparece a gravidade, e eu caio do abismo...para um oceano de verdades.
Criaturas me robeiam, e vejo seus olhares famintos de clemência...na mais sincera demência.
Algumas me falam com eloquencia, porém vagando entre a ilusão e a arrogância....sem esperança.
Sem chance de mudança com gotas de lágrima...pois a chance que foi dada, foi por eles desperdiçada
Facistas, egoístas, suicidas...criaturas rebeldes que embreagam a vida.
Pergunto: porque em nome de Deus fazeis isso a vós...E olhares incriminadores respondem: És um de nós!
 Claro...agora percebo pois vivencio o Umbral...a terra prometida após a partida sepulcral
Para todos os infelizes que deserdiçaram seu tempo...Para mim que jogava fora, palavras ao vento.
"Que veneno", penso, que é a incompreenção...uma preguiça mental em evoluir a razão.
Uma chaga triste do homem que vive em vão...
Que mata não só o corpo, mata a alma e o coração.

***

terça-feira, 14 de junho de 2011

O primeiro Mulato

Ele ouviu a voz
Do amargo algoz
Em fugir pensou
Mas estaria a sós
E nem relevou
Ou ponderou
Sobre a dor atroz
Da solidão em nós 
Então errou
Correu, tropeçou
Morreu pelo verdugo que o enforcou

Pendurados
Balançam enforcados
Só se vê os nós
Da corda enlaçada
Imagem da morte
Do negro sem sorte
Que perdeu a amada
Pela chibatada
A impotência do olhar
E com as mãos amarradas
Pregadas na enxada
Testemunhando a cólera
E um grito de fúria!
Mão branca em pele escura
E do estupro nasce à mistura
O descendente da loucura
Uma criança de alma pura

O primeiro mulato
Nascido um escravo
Sem nem um centavo
Do homem mais bravo
Seu pai, o branco
Sua mãe, a negra
Do ódio que cega
De um mundo sem regra
Da violência bestial
Do empório do mal
O nascido das sombras
Olha o sangue em suas roupas
E treme de medo
Perdendo o sossego
Ao ouvir a voz
De seu amargo algoz...



quinta-feira, 9 de junho de 2011

O fracassado

"Ando de ré
E não sigo a maré
Mas sinto a corrente
Que impulsina a gente
Nos coloca de pé
Para seguirmos em frente
Como um sobrevivente
Prefiro viver
Lutar e perder
Mas lutar para valer
Com os punhos cerrados
E os olhos fechados
Silenciosa oração
Do ser condenado
Pelo coração
Sou o amotinado
Nesta geração
Blasfemo cansado
Na ecuridão
De meu próprio quarto
Memórias que guardo
Lembranças que gravo
O puro escravo
Da própria dor
Do próprio amor
Das próprias idéias que causam horror
 Da culpa que insulta
Da vida labuta
Um verdadeiro filho da..."


Daniel da Silva Vieira.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A intrusa

A intrusa nos facina,
arrepia e vicia
...Arrepiado,
viciado, completamente alucinado
Internado
no hospital do coraçao apaixonado.


Daniel da Silva Vieira.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O gole de vinho


Foi pelo gole de vinho ou pela solidão
Que meu peito esquentou e chorou na ocasião
Em que estava de pé, na ponta do abismo
Pensando no passado e no tempo perdido
Esquecendo-me de quem sou
Com a culpa remoendo a cicatriz que causou
Sem me deixar descansar, ou me livrar do sofrimento
Pois algo aqui dentro atiça meu tormento
Como a lança do diabo fincando meu pensamento
Agourando meu coração
Embriagando minha razão
Uma alma sem vida
Com a visão turva e deprimida
Sem emoção e profundidade
Já sem chão na realidade...


... no gole de vinho, perdi minha sanidade
com vinte anos de idade.


Daniel da Silva Vieira.
Data 22/02/2011








A gota de sangue

Se no tormento das emoções em que estou aprisionado
E da tempestade que perturba e causa angústia eu não escapo
Um desejo profundo de mergulhar em meu passado
Afigura-se aqui diante como um espelho ambulante
Uma imagem fria e sem vida, odiosa e irritante
Mata-la-ei sem piedade 
Se és imagem minha, sou maldade
Se sou eu ali, digno de piedade
Verdadeiro culpado, desmereço a felicidade
Para mim a morte ou o estupor
Para mim a vingança de um vingador
O final de um homicida
Uma simples escultura, rachada e sem vida
Partida pelo tempo, desgastante tormento
No sofrimento de quem sofre por nada
No sentimento da palavra cantada
Num desabafo confuso e tonto
Minha ultima gota de sangue pinga na folha...
escorre e derrama... e marca o ponto.



Daniel da Silva Vieira.